Câmara instalará comissão especial sobre piso de policiais na próxima semana

 

31/05/2011 22:27

Câmara instalará comissão especial sobre piso de policiais na próxima semana

 

Leonardo Prado
Sargento Edgard M. Silva Filho (Gestor da Associação Beneficente dos Servidores Militares de Sergipe), Capitão Assunção (Ex-Deputado, Lider do Movimento Pela Aprovação da PEC 300/08), Coronel Paes de Lira (Ex-Deputado, 1° Vice-Presidente da Comissão Especial da PEC 300/08), Dep. Mendonça Prado (presidente da CSPCCO), Major Fábio (Ex-Deputado, Relator da PEC n° 300/08), dep. Sargento Aragão (Presidente em Exercício da Associação Nacional de Entidades Representativas de Praças MIlitares Estaduais - ANASPRA), Sargento Jorge Vieira da Cruz (Gestor da Associação Beneficente dos Servidores Militares de Sergipe)
Parlamentares e policiais discutiram o tema em audiência  da Comissão de Segurança Pública.

A Câmara vai instalar na próxima semana uma comissão especial para analisar propostas sobre qualificação e carreiras policiais, entre elas as PECs 300/08 e 446/09, que estabelecem piso salarial nacional para policiais e bombeiros. O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara, Marco Maia, nesta terça-feira, quando policiais de vários estados estiveram em Brasília para pedir a inclusão das propostas na pauta do Plenário. O assunto também foi discutido em audiência pública da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e por integrantes da Frente Parlamentar em Defesa da PEC 300, instalada hoje.

As duas propostas, que tramitam em conjunto, foram aprovadas em primeiro turno em março do ano passado. O texto aprovado - uma emenda assinada por vários partidos – cria o piso e estabelece um prazo de 180 dias para o Executivo definir o valor. Nesse período, será adotado um piso transitório de R$ 3,5 mil para os policiais de menor graduação (soldados, no caso da PM) e de R$ 7 mil para os oficiais do menor posto.

A proposta de criação de uma nova comissão especial dividiu os participantes da audiência. Para o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), esse é o caminho a ser percorrido, pois nada é votado na Casa sem acordo. Segundo ele, “a comissão para discutir as PECs da segurança pública só não foi instalada ainda porque o PT e o PSDB não indicaram seus representantes”.

O deputado Domingos Dutra (PT-MA) concorda com a necessidade de continuar o diálogo. De acordo com ele, se o governo for contra, “a Câmara não aprova, porque aqui nada vai para a pauta se não tiver o convencimento de todos os líderes e do presidente”.

Já o líder do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), argumenta que o regimento da Câmara e a Constituição são claros. “A PEC já foi aprovada em primeiro turno e o processo de votação tem de ser retomado do lugar de onde parou.” O gestor da Associação Beneficente dos Servidores Militares de Sergipe, sargento Edgard Menezes Silva Filho, também defende a votação imediata da proposta. “Se eu tiver que perder, quero perder na votação, mas não porque alguém me tirou o direito de ter meu pleito apreciado em Plenário”, argumentou.

Relator da comissão especial que analisou as PECs, o ex-deputado Major Fábio também critica a criação de uma nova comissão sobre o assunto. “Eu fui relator de quê?”.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Maria Neves
Edição – Paulo Cesar Santos
 Agência Câmara de Notícias

 

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